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Lorem
Dizer que algo existe é abrir precedentes para a sua não existência. A idéia de existência tende a coisificar ou personificar. Por isso, refletindo numa conversa entre amigos, cheguei a este pensamento: Deus não existe!


Não. Não sou atéia. Quero falar aqui justamente àqueles que acreditam num Ser, muito superior e poderoso, autor de tudo o quanto se move, existe, se comunica, se entrelaça no universo, do micro ao macrocosmo; que acredita no mantenedor de todo equilíbrio, dos sistemas, do caos à ordem, no presente, passado e futuro.

A existência é vulnerável. Se algo existe, está em algum lugar, sofrendo a ação do tempo, do espaço. E se isso fosse atribuído a Deus, não poderia ser ele a suprema e soberana inteligência, causa primeira de todas as coisas.

Kardec alertou-nos para o fato de que são diferentes os ensinamentos de Jesus e as doutrinas oriundas da má compreensão de suas idéias.


Estranhamente, ainda grassa no movimento espírita, grande confusão entre as duas coisas. Pena que o codificador, sempre tão cuidadoso com as palavras, a ponto de criar neologismos para evitar duplicidade de interpretação, não tenha sido mais explícito nessa diferenciação.

Também seria demais, querer que àquela época, afrontasse tão diretamente as forças religiosas vigentes, pois se queimavam livros, poderiam voltar a queimar pessoas. Ainda hoje “queimam”, de maneiras não tão dolorosas fisicamente, mas certamente com o mesmo grau de intolerância.

Assim, não é inadequado dizer-se que cristianismo é exatamente a deturpação das idéias veiculadas por Jesus. E seu ensinamento ético/moral, autêntico, poderia ser, a título de ilustração, o “Jesusismo”, dado que Jesuitismo já foi anteriormente usado e muito mal.

“Não deve o espiritismo fechar as portas a nenhum progresso, sob pena de suicidar-se”.

Allan Kardec – Obras Póstumas.

O segmento brasileiro ligado à Confederação Espírita Pan-Americana – CEPA – viveu um momento dos mais significativos de sua história, ao início deste mês. A realização do III Encontro Nacional da CEPABrasil, promovido pela Associação Brasileira de Delegados e Amigos da Confederação Espírita Pan-Americana e organizado pela ASSEPE, em João Pessoa/PB, ratificou e fortaleceu seu caráter manifestamente progressista.

Progresso significa renovação de ideias e atitudes. Renovação, no campo do conhecimento e da ação, leva, necessariamente, ao compromisso com a atualização. Desde a realização do XVIII Congresso Espírita Pan-Americano, em Porto Alegre, no ano 2.000, a CEPA trabalha, objetiva e claramente, uma proposta de atualização do espiritismo.

O Espiritismo

Apresentação Geral


Etimologia. – A palavra Espiritismo – em inglês, Spiritism; Spiritisme em francês – se origina do substantivo espírito, que, por sua vez, advém do vocábulo latino Spiritus, cujo significado seria o de causa ou princípio vital, ou seja, essência anímica, espírito.

O termo espiritismo foi usado amplamente a partir do século XIX para designar um corpo de doutrina ou um conjunto de princípios teóricos de cunho lógico, baseado em observações empíricas dos chamados fenômenos mediúnicos e outros cujas conclusões que postulam a sobrevivência do espírito humano à morte do corpo físico, concepção esta, porém, já encontrada na filosofia grega, em especial em Pitágoras, Platão e Plotino, assim como no Cristianismo (já que havia várias vertentes cristãos para além daquela que constituiria o corpo tradicional após Constantino e Teodósio, já no século IV) e no pensamento da Filosofia Oriental.

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