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Essa é uma história bastante comum, mas é a história de uma pessoa que diz ter um dom, o de dirigir os jovens ao caminho do bem. Certo dia, numa conversa sobre a juventude e a modernidade, essa pessoa me falou assim:

Primeiramente, saiba que a globalização servirá, entre outras coisas, para que todas as religiões tenham os princípios espíritas, pois assim elas evoluirão e teremos uma humanidade espírita, evoluída e regenerada (como diz Kardec).

Segundo, que fique bem claro que os jovens de hoje estão perdidos, que necessitam que os direcionem para o caminho do bem; não adianta querer refletir, pois as coisas do mal são muito mais persuasivas, ganham fácil. Darei meu exemplo: eu sou considerado líder de um grupo de jovens que estão sob a minha direção. Sou eu quem lhes determina o que fazer, onde fazer e como fazer. Mais importante ainda, sou eu quem determina a maneira de pensar as coisas e os eventos da vida. Por isso tenho grande importância para esses jovens, pois sem mim, eles não têm direção no bem. Não sabem ainda discernir o bem do mal. Tudo lhes convém. Cabe-me a incumbência de lhes abrir os olhos para a realidade nua e crua, que atrai a todos que não tem discernimento e acabam no mau caminho, na drogratização, na obsessão e no sexo desvairado. Portanto, o negócio é direcionar e, se necessário, usar de autoritarismo para o bem deles mesmos. Um dia eles compreenderão.

Uma regra básica: evite que o jovem vá a um lugar que tenha mais de duas pessoas por metro quadrado. Por exemplo: nunca deixe o jovem ir a um show de rock, forró, pagode, axé, pop, qualquer um, pois esses eventos reúnem um número de pessoas que não têm equilíbrio e podem levá-los a terem um desajuste mental e mediúnico. No máximo um show em um teatro, de músicas espíritas ou de MPB tradicional, mas uma vez no ano, pois nesses, há menos gritaria e exacerbação de consciência.

Se estiver ocorrendo algum evento na cidade que junte muita gente ou que tenha bastante barulho, o melhor é fugir da cidade. Deixe tudo para lá, trabalho, estudo, tudo em prol do melhoramento espiritual, pois o jovem ainda não está preparado para estar perto desses lugares sem ter um desajuste mental e mediúnico. É melhor sair da cidade que refletir sobre a tal festa ou movimento, pois os jovens encontrarão argumentos para irem, mesmo que você diga que não deva ir, afinal, é melhor servir a Deus que a Mamom (repita sempre isso para eles). Portanto, saia da cidade correndo e só volte quando tudo estiver acabado, só os trabalhadores limpando a sujeira material, mas a sua missão é limpar a sujeira espiritual que deixaram lá.

E nessa oportunidade de festas que movimentam a cidade toda, é bom aproveitar para falar sobre a sexualidade. Nessas épocas há o chamamento para o sexo livre (enfatize isso), diga-lhes que sexo só deve ser feito depois do casamento e para procriação. Se retrucarem, dizendo que isso é da época medieval, entenda, eles são jovens e precisam de direcionamento. Mas não deixe de enfatizar os perigos do sexo antes do casamento. Dê exemplos. Aproveite para falar de jovens que engravidam na adolescência, antes de se planejarem e mostre as conseqüências do sexo antes da hora e para o motivo errado. O bom desse exemplo é que quem faz sexo seguro, com responsabilidade e tem vida sexual saudável, ninguém sabe, pois não engravida a toda hora. Portanto, pegar só os exemplos maus para dar-lhe razão. Aproveitando a máxima do não deixar ir onde há aglomeração, multidão, não deixe o jovem pegar o ônibus em hora de pico, pois neles há muita gente que não tem boas intenções e que podem desajustá-los mentalmente e mediunicamente (a repetição faz parte do aprendizado). Tem de ir antes das 06:30 da manhã e depois das 13:00 voltando, e se estiver cheio ainda, melhor esperar dar 14:00 pois o almoço espera (melhor cuidar da alma que do corpo).
Diga sempre para eles que você tem uma missão. Os missionários são mais respeitados, são até idolatrados. Isso é bom, pois eles lhe ouvirão sempre, mesmo quando pensam por um momento que você está errado. E você terá uma satisfação de missão cumprida toda vez que convence o jovem de seu pensamento diferenciado.

Algumas pessoas podem dizer que eu tenho uma atitude muito diretiva e que eu não dou a liberdade para o jovem escolher, coisas assim. Você quer liberdade maior do que ele ter a oportunidade de ter uma vida boa, que eu vos ofereço, ou ter que escolher pelo caminho da perdição? Tem gente por aí que diz que faz uma construção do conhecimento com os jovens, mas eu pergunto como eles são capazes de construir algo se ainda não sabem o que querem? O jovem não sabe o que quer e o meu papel é fazê-los querer coisas boas que lhes fazem bem, mesmo que eles não compreendam agora, mas um dia eles irão compreender o bem que foram as minhas atitudes. Vejam só essa modernidade toda, em mudanças nas instituições, onde as famílias, as escolas, a sociedade está num processo de transformação, o jovem tem que estar preparado para essas mudanças que eles mesmos estão sofrendo. Por isso que eu os ajudo a serem pessoas melhores, pois eu estudei bastante para isso, sempre me dediquei para os jovens, são eles a razão de meu viver.

Vou lhe dar um outro exemplo de como conseguir o que você acha melhor para eles: Estava preparando um evento e vi que poucos jovens se interessaram em trabalhar no evento. Meus mais chegados reclamavam porque tinha pouca gente trabalhando, isso e aquilo... Então eu chamei a todos para uma reunião e falei assim: Vocês não devem satisfação a mim, mas a Jesus. O compromisso desse trabalho não é comigo, é com Jesus. Aqui vai uma outra dica, meu querido para trazer mais pessoas ao trabalho. Se você não está conseguindo algo, apele para alguém superior a você. Sabemos que para eles, superior a você só Jesus, e verás que eles fazem tudo bem direitinho.

Podem pensar o que quiser, mas estou embasado pelas leituras e estudos que sempre dediquei, por toda minha vida. Vocês podem ainda não compreenderem, mas quando alcançarem o que eu já alcancei, verão como tudo que faço é necessário para uma boa sociedade. Dedico tempo integral aos jovens. Apesar de trabalhar, mas o que mais gosto de fazer não está ligado com minha profissão diretamente, pois o que me dá mais prazer é evangelizar os jovens, pois sempre me dediquei a isso. Não sou casado, não tenho filhos, tenho independência financeira para fazer o que quero, pois sei separar o joio do trigo e quero que todos os jovens saibam.

Infelizmente esse tipo de alienação existe dentro do Movimento Espírita Brasileiro. Não quero afirmar que os que assim procedem têm má intenção. Pelo contrário, por se acharem pessoas especiais, se acham no direito de dirigirem a vida das pessoas; essas pessoas se perderam no tempo, onde todos estão errados e a verdade está consigo e nunca pararam para refletir sobre o que realmente vem a ser verdade e se ela está com alguém ou em algum lugar. Mas sobre a verdade, deixemos para uma outra oportunidade.

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