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A doutrina espírita é, essencialmente, uma proposta educativa! Mas a educação espírita não visa necessariamente educar para o espiritismo, seu objetivo é educar para a vida e sua imortalidade, onde os conhecimentos e concepções espíritas auxiliam na compreensão mais ampliada de mundo e do papel que cada um exerce no automelhoramento e no progresso da humanidade.

Alicerçada no paradigma da educação jesuítica, a educação espírita atual normalmente não ultrapassa as barreiras da “evangelização”, no sentido de catequização, adotando muitas vezes uma metodologia autoritária, massificadora e sem a preocupação com um processo pedagógico. Entretanto, a educação espírita deve estar voltada para uma visão diferente de processo pedagógico, onde o educando é percebido como agente atuante no processo educativo e, além disto, deve preocupar-se com o estudo da didática, interessando-se, desta forma, não apenas com os conteúdos, mas também pelo modo através do qual o ensino se processa.

Uma das maiores dificuldades, a meu ver, é justamente trabalhar, com os educandos (principalmente os de menor idade) temas abstratos como Deus. Nestes casos é muito mais fácil e cômodo simplesmente transmitir e fazer-se reproduzir os conceitos mais aceitos da divindade, além da inquestionável existência desta.

Neste sentido, ao findar alguns anos de estrada nas escolas de educação espírita os educandos certamente estarão aptos a reproduzir quase maquinalmente o conceito de Deus como inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas! Mas questiono se estes mesmos educandos são capazes de estabelecer uma interação dialética sobre a existência de uma divindade, se são capazes de dialogar com os que pensam diferente, não de maneira proselitista, mas com conhecimento de causa e com capacidade de construir um diálogo baseado em conhecimento construído, e não apenas decorado.

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