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A Psicologia possui várias correntes de estudos e pesquisas; várias teorias e teóricos que fazem da Psicologia uma ciência abrangente e generalista. Mas ao mesmo tempo, ela se torna especialista porque seus estudos dizem respeito a questões especificas como motivação, aprendizagem, relações inter e intrapessoais, etc. Dentro desta perspectiva, muitas são as escolas que influenciam o crescimento da Psicologia.

A primeira, é conhecida como Behaviorismo (Comportamentalismo), que procura estudar o comportamento e seus processos condicionantes; dá uma ênfase às experimentações comportamentais.

A segunda é a Psicanálise, que focaliza seus estudos em torno das questões do inconsciente, das instâncias psíquicas do ID, EGO e SUPEREGO, em que cada uma assume uma função específica na formação e no desenvolvimento da personalidade.

A terceira é a escola Humanista-Existencial. De acordo com esta linha de estudos, o ser humano assume uma maior responsabilidade pela sua vida, a partir de uma ênfase na experiência consciente, na valorização pessoal saudável. A pessoa é vista como potencialmente capaz, auto-realizadora, autodirigida e criativa, assumindo uma tendência atualizante no processo de desenvolvimento da personalidade e de suas relações com as pessoas e com o meio.

Uma quarta escola pode ser considerada, apesar de seu recente desenvolvimento no meio acadêmico. É a Transpessoal, surgida do meio da psicologia Humanista. Esta abordagem traz um aspecto esquecido pelas ciências em geral: a transcendência do ser. No dizer de Antonio Carlos Fragoso Guimarães, poderíamos definir a abordagem Transpessoal nos seguintes termos:

“De uma forma mais ou menos resumida, pode-se definir a Psicologia Transpessoal como uma abordagem que tem como principal objetivo tratar o homem como um ser integral, ou seja, um ente complexo que engloba aspectos biológicos, mentais, sociais, ecológicos e, muito em especial, espirituais, o que amplia grandemente o atual campo da pesquisa em Psicologia”.

A concepção Transpessoal admite claramente que existem outros estados de consciência que vão além dos estados tradicionais de sono, sono profundo, vigília, delírio e outros. Ela admite que existem estados supraconscientes “cuja promoção da saúde e crescimento superariam em muito as do estado normal de vigília e as derivadas da análise das faixasinfra-conscientes descobertas por Freud” (Boainain Júnior, 1996, p. 30).

Esta abordagem levanta a dimensão do Espírito no contexto da ciência. Por ser considerada muito abstrata e sem predição científica, seu estudo nas academias ainda é visto com certo descrédito. A transpessoalidade pretende tratar com seriedade as questões que abordam as experiências de quase-morte, regressão de memória e a vidas passadas, fatos paranormais e mediúnicos, bem como outros temas correlatos. Este caminho proporciona uma integração com os conhecimentos filosóficos e religiosos espalhados pelo mundo.

Acredito que esta abordagem, como um campo de pesquisa e estudo, ganhará força e adeptos a medida que rompermos com preconceitos históricos e pessoais relacionados, especialmente, aos fatos ditos espirituais.

A transpessoalidade do ser também toca na existência de vida além da vida, onde o Espiritismo, considerado ciência e filosofia, de conseqüências morais para uns e religião para outros, estuda e pesquisa há quase 150 anos. Desta forma, é necessário que os espíritas convictos possamos acompanhar os trabalhos produzidos neste campo da ciência psicológica, bem como realizar e incentivar avanços na dimensão cientifica da Doutrina Espírita.

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