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Revisando alguns estudos sobre ética e moral, senti-me estimulado a fazer uma análise paralela com a Doutrina Espírita, no sentido de refletir sobre a existência ética do Espiritismo. Sua identificação como uma Doutrina, já nos possibilita uma reflexão sobre o conceito estabelecido no Dicionário Aurélio, segundo o qual, doutrina diz respeito a um “conjunto de princípios que serve de base a um sistema religioso, filosófico, cientifico, etc.”.

Tomando como destaque a parte moral da Doutrina Espírita, poderíamos, desde já, dizer que há no Espiritismo uma ética estabelecida. Que ética é esta? Quais suas implicações sociais e pessoais?

Analisando o Evangelho Segundo o Espiritismo, por exemplo, podemos perceber logo na introdução que Allan Kardec coloca os conteúdos ali existentes, mais especificamente os ensinos morais de Jesus, como sendo um código de moral universal, sem distinção de culto, ou seja, um conjunto de princípios universais que rege as ações e relações humanas.

A ética ou filosofia moral, como falam alguns estudiosos, nasce quando se busca compreender o caráter de cada pessoa, isto é, o senso moral e a consciência moral, que dizem respeito a valores, sentimentos, intenções, decisões e ações referidas ao bem e ao mal; ao desejo de felicidade e ao exercício da liberdade. Portanto, são parte essencial da nossa intersubjetividade, ou seja, das nossas relações com os outros.

Do ponto de vista dos valores, a ética exprime a maneira como uma cultura e uma sociedade definem para si mesmas o que julgam ser o mal e o vício, a violência e o crime, o bem e a virtude, a brandura, o respeito, a alteridade e o mérito. A ética pode ser considerada universal, mas é importante dizer também que devido a nossa constituição sócio-histórica, fomos construindo e reconstruindo os valores do nosso código de ética universal através dos tempos.

Ética ou filosofia moral espírita deve ser entendida como uma reflexão que discute, problematiza e interpreta o significado dos valores morais espíritas e espirituais de uma maneira geral. A ética que conduz às ações e relações espíritas sofrem a influência (e não poderia ser diferente) dos valores, sentimentos, intenções, decisões e ações estabelecidas no âmbito das práticas do espiritismo.

É importante estarmos atentos ao tipo de relacionamento estabelecido desde os primórdios do espiritismo iniciado na França até os dias atuais, quer seja na prática diária dos centros e instituições, quer seja nas organizações representativas do movimento espírita. Será sempre necessário avaliarmos as nossas ações para uma construção harmônica e feliz das relações interpessoais no âmbito do espiritismo com a sociedade de um modo geral.

A ética traduz uma questão de consciência, na qual somos chamados a clarificar o que está obscuro ou apreender o sentido e o significado daquilo que não está claro, de maneira tal, que as minhas práticas relacionais sejam ações conscientes, livres e responsáveis.

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