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Andei fazendo algumas pesquisas sobre o significado da palavra “pluralismo”, não propriamente para aprofundar o sentido filosófico do termo, mas muito mais para conferir o entendimento das pessoas quando é empregada em público.

Evidente que antes de buscar as opiniões das pessoas comuns, procurei saber o entendimento mais acadêmico e as variantes filosóficas, com um pouco mais de rigor na conceituação. Acabei encontrando uma síntese que serviria para qualquer ângulo de visão: “convivência harmoniosa de elementos heterogêneos formadores de uma organização, mantendo a contigüidade, continuidade e concatenação entre si.”

Da amplitude da conceituação sintetizada que contempla desde o próprio Universo até o núcleo familiar, desde as Nações até as pequenas instituições, desejamos trazer para o nosso cotidiano o entendimento preciso para que não haja dúvidas sobre a natureza dos princípios que norteiam nossas atividades.

Assim, “convivência harmoniosa” significa respeito mútuo apesar da divergência de opiniões; “elementos heterogêneos” porque são as individualidades com particularidades próprias, cada qual com sua origem, com sua bagagem intelectual, moral, psíquica e social; “formadores de uma organização” porque compõem um grupo ou instituição que tem uma identidade, sendo esta ao mesmo tempo a causa e o resultado da conjunção dos indivíduos num consenso mínimo; “mantendo a contigüidade”, porque conserva o estado de proximidade, de contato, de convívio; “mantendo a continuidade” porque persiste nas características inerentes ao contexto, conferindo coerência e unidade na seqüência de ações e idéias; “mantendo a concatenação” porque conserva o encadeamento de idéias associadas por princípios comuns.

Uma instituição, para designar-se pluralista deve ter como princípio o respeito às diversas concepções filosóficas que pressupõe a irrestrita convivência com ideais diferentes. Não significa, entretanto, que assumiria posturas contraditórias, em conflito com seus princípios; que aceitaria a associação em seus quadros de pessoas que não admitem seu consenso mínimo.

O consenso mínimo em Espiritismo supõe-se que sejam os princípios básicos constantes da obra fundamental elaborada por Allan Kardec, mas ainda deve-se levar em conta a vocação do grupo, que poderá estender tal consenso a outras particularidades próprias e relevantes, em conformidade com pontos de vista que poderão não ser agradáveis à parcela considerável do Movimento Espírita. Ainda assim, tais particularidades em ambiente espírita pluralista não serão motivos de dissensão, nem de pugnas intermináveis que dilaceram as estruturas de qualquer organização.

Neste panorama situamos a Associação de Estudos e Pesquisas Espíritas de João Pessoa (ASSEPE), a qual abre suas portas para todas as correntes de pensamento dentro e fora do Movimento Espírita e não se recusa ao diálogo com quem quer que seja; recebe como colaborador qualquer indivíduo que se interesse por suas atividades e queira estudar junto, aprender junto, laborar junto. Conserva a coerência e a legalidade, admitindo em seu quadro associativo aqueles que aceitam o consenso mínimo estabelecido no seu nascedouro que está exarado nos inalteráveis princípios e fins estatutários.

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