All for Joomla All for Webmasters

Há algum tempo circulou na Internet um texto intitulado "Apometria: Nem problema, nem solução", de Ricardo Di Bernardi (SC), publicado originalmente na página do Portal do Espírito, (http://www.espirito.org.br/portal/artigos/bernardi/apometria.html), onde o autor chama a atenção para os exageros de alguns seguidores da técnica apométrica na desobsessão e outros exageros que se tem notícia em tratamentos alternativos que proliferam no movimento espírita brasileiro. O tema nos conduz a algumas reflexões sobre a grande diversidade de características das instituições e grupos espalhados por este grande país.

Umas são mais voltadas para a mediunidade, outras para o estudo sistematizado, algumas para os chamados trabalhos de cura, outras tantas para a divulgação, e assim por diante.

A diversidade por si só não é perniciosa. Muito ao contrário, penso que seja positiva para a difusão dos princípios espíritas, desde que as atividades sejam bem orientadas. Não importa a vocação da instituição, mas sim o seu empenho em desmistificar o Espiritismo perante o grande público, que ainda procura, em sua grande maioria, solução para os seus males através de recursos não encontrados em outros setores.

Cabe à direção de cada entidade monitorar os trabalhos e encaminhá-los de forma que ao mesmo tempo explore as potencialidades características dos recursos humanos disponíveis e atenda convenientemente a demanda. Tal atendimento deve primar pela fidelidade aos princípios kardecianos, com o que se depreende a honestidade, a ética, na interação com o público, repelindo omissões ou assimilações de qualquer natureza simplesmente para agradar pessoas afeitas a algum tipo de aparato ou ritual.

Nem sempre um dirigente consegue unir muitas pessoas que possuam vocações diferentes em torno de um objetivo comum. Principalmente quando prepondera a intolerância. Portanto, nada mais justo e até mais saudável e produtivo para o movimento espírita, que haja o rompimento ou simplesmente o afastamento de trabalhadores para seguirem seus próprios caminhos.

Neste sentido vejo como positivo o surgimento de novos grupos, dissidentes de outros, que procuram a sua identidade, por uma causa maior, que é a própria elaboração do pensamento espírita na sociedade.

Sou crítico das grandes instituições que criam seus núcleos em pontos diversos das regiões urbanas e que os mantém agrilhoados a uma administração central, sem a devida autonomia. O gigantismo traz consigo uma série de dificuldades administrativas e de relacionamento.

Portanto, invocamos Kardec, que sugeria a formação de vários grupos pequenos invés de um de grandes proporções: "A dificuldade, ainda grande, de reunir crescido número de elementos homogêneos deste ponto de vista, nos leva a dizer que, no interesse dos estudos e por bem da causa mesma, as reuniões espíritas devem tender antes à multiplicação de pequenos grupos, do que à constituição de grandes aglomerações”. (O Livro dos Médiuns, item 334)

Back to top