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Se você quer compromisso, cumplicidade, companhia... Não case! Não case porque certamente não será isso que você vai encontrar. É isso que você tem que proporcionar.

Não case! Se você pensa que o outro será a mesma pessoa que namora, esqueça!

Casamento é pra crescer, saber os “podres” do outro. Saber que aquele gato que te conquistou deixa a cueca suja em cima da cama. Ter ciência que a mulher da sua vida tem bafo de manhã e anda de calcinha furada. E isso, meu amigo, não se deve deixar para depois do sim para o casamento. Senão é só frustração. Ninguém consegue enganar por muito tempo, segurar o bicho, o homem duro, a mulher emburrada.

Sejamos francos. No namoro, brigue. Brigue muito. Seja autêntico! Se o outro não aceitar uma idéia ou comportamento, brigue, defenda sua idéia. Nunca perca sua autenticidade porque, afinal, é isso que te faz diferente dos outros. Ser o mesmo, carinhoso, romântico, compreensivo, isso todo mundo é. Depois que casar, vão, invariavelmente, perguntar onde ficou aquele homem sensível, aquela garota doce.

Quando namorar, não espere sua alma gêmea. Isso é balela para esquentar as vendas de livro de auto-ajuda e a audiência de novelas e filmes romançóides. Saiba que ninguém é alma gêmea de Seu Ninguém. Isso escraviza a pessoa ao outro, que fica sempre medindo palavras para não magoar, não ferir. E aos poucos a autenticidade se esvai. Perde-se a personalidade. Então, caríssimo, vocês decidem casar. Uma voz alterada, um palavrão, um comportamento fora do padrão e... Pronto! O outro te olha com uma feição de surpresa ou dá uma olhada fulminante repressora!

Ah... respeito ao espaço do outro! Mais uma baboseira! Isso a gente deixa pra amigo. E olhe lá! Num casal, se um não tá bem é pra futricar na vida do outro. Furungar todo tipo de sentimento até que o outro abra o jogo – ou diga o que ta fechando o tempo entre os dois ou peça para falar depois. É pra ficar ali, junto. Se o outro escorraçar, saia. Mas fique espiando pela brechinha da porta ou por trás da parede até que o sol volte a brilhar nos lábios da pessoa amada. Então, pergunte de novo! Casamento é compartilhar. E quando digo isso não partilha de bens, mas – e principalmente – de anseios, sentimentos, questionamentos. Isso você só consegue oferecendo segurança, terreno firme para o outro ser o que é.

Desse jeito, meu caro, não tem como te decepcionar. Seu companheiro lhe será sempre o que exatamente se mostrou. E, mesmo assim, do jeito que for, o amará.

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