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Sob meu ponto de vista atual, penso diferente daqueles que enxergam a Doutrina Espírita como mais uma religião. Mas faço aqui uma ressalva: não sou contra o sentimento de religiosidade expressado pelos espíritas, nem de quaisquer outros, sou contra o caráter e as práticas religiosas “inseridas”, pelos espíritas, ao Espiritismo.

O verdadeiro caráter do Espiritismo “é, pois, o de uma ciência e não de uma religião”. Parece que estas palavras de Kardec não são bem compreendidas. Afinal podemos chegar a afirmar que, no Brasil, o Espiritismo é uma religião ou uma igreja constituída. Nos centros espíritas podemos encontrar práticas inegavelmente religiosas, como imagens de espíritos, fazendo aqui uma correlação com as imagens dos santos; água fluida, para não dizer “benta”; verdadeiros “exorcismos” disfarçados de “doutrinação dos espíritos”; “sarcedotes”, que são os dirigentes espíritas, verdadeiros donos e mandatários dos centros espiritistas; dentre outras tantas particularidades do nosso movimento espírita atual, que poderíamos relatar, e que trazem em si certo aspecto sacramental, ou exageradamente religioso. O que há de mal nisso? Absolutamente nada. E para o Espiritismo?

Não tenho por objetivo, através destas breves palavras, condenar aqueles que têm afinidades com tais modus operandi, até porque o Espiritismo não condena ninguém por agir de tal forma. Mas acho importante atentarmos para esse fato, que é a “incorporação” de teorias e práticas, sem qualquer tipo de critério, ao Espiritismo.

É necessário revermos o nosso conceito de Espiritismo.

O que pretendemos construir afinal? Em que queremos contribuir? O que queremos fazer dele? Para isso, será fundamental o aprofundamento doutrinário, o desenvolvimento crítico, o bom-senso e a coerência para com os ensinos-base da Doutrina Espiritista, caso contrário continuaremos atrelados a este modelo de Espiritismo, que lamentavelmente, perdura e perdurará por anos a fio em nosso meio.

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