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Ao analisarmos a trajetória da nossa sociedade, observamos o homem comprometido com uma busca constante pela prosperidade. Esta busca nem sempre representa progresso de um ponto de vista individual ou coletivo, mas atesta uma característica humana intrigante: o medo de sofrer.
O dicionário Houaiss define sofrimento como sendo dor moral, vida miserável, dificuldade. É evidente o esforço dos indivíduos para estarem longe dessas situações, entretanto, quase sempre ignoramos os princípios que nos distancia delas.
No livro O problema do ser, do destino e da dor, Léon Denis diz: “Se há na Terra menos alegria do que sofrimento, é que este é o instrumento por excelência da educação e do progresso, um estimulante para o ser, que, sem ele, ficaria retardado nas vias da sensualidade. A dor, física e moral, forma a nossa experiência. A sabedoria é o prêmio”.
Léon Denis define com maestria a finalidade da dor para o homem. Ao conceituá-la, essencialmente, como educativa e progressista, ele nos remete a uma visão consoladora das vicissitudes em nossa existência. A partir disto, é possível perceber que as aflições humanas possuem uma função aparentemente paradoxal: privar o ser humano destas mesmas aflições no futuro.
O contra-senso só existe perante a inobservância para com esses fatos da vida.
É imperiosa uma visão diferenciada acerca de nossas relações com o mundo, e das leis que estabelecem essas relações. Percebendo os mecanismos que regulam e direcionam a nossa existência, penetramos um pouco mais no conhecimento de nós mesmos.
Compreender a expiação como um instrumento de transformação íntima do homem, é enxergar o mundo sob outro prisma, no qual somos responsáveis pelas nossas desventuras, e que a dor atual é conseqüência do ontem, mas ela poderá nos conceber a ventura do amanhã.

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