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Constantemente deparamos com pessoas relativamente jovens, ou seja, na faixa dos 30 a 40 anos, sem rumo, sem objetivos na vida e que demonstram uma profunda dependência daqueles que o cercam. Por que essas criaturas não conquistaram ou não buscaram objetivos?

Evidentemente que a resposta a tal questão passa por inúmeros parâmetros que, numa análise psicossocial, poderia nos levar a causas remotas. Não é nosso intuito entrar no âmago da questão porque cada caso é um caso e o objetivo neste momento é falar da consciência e da responsabilidade que todos nós temos em relação à vida.

Não estamos aqui por acaso e nem somos privilegiados para que uns cresçam em todos os sentidos enquanto outros fiquem estacionados no tempo e no espaço.

Observando alguns casos chegamos à conclusão que para algumas pessoas a falta de consciência das responsabilidades com a vida leva essas criaturas a ficarem estagnadas, enquanto outras vão atrás dos seus objetivos enfrentando às vezes sérios contratempos e dificuldades, nada havendo que lhes faça recuar diante dos seus compromissos, suas responsabilidades, porque sabem o que querem e se não lutarem constantemente para alcançarem seus objetivos, ninguém vai lhes proporcionar conforto e bem-estar sem que se configure uma dependência despropositada, para não dizer parasitismo.

A falta de consciência nos torna amargos, egoístas, ciumentos e invejosos porque tudo o que o outro conquista nos incomoda e gostaríamos de ter e ser o que o outro tem e é. Mas não queremos abrir mão do nosso comodismo, do nosso mundinho medíocre e nefasto. O sucesso do outro passa a ser para nós um verdadeiro martírio, pois começamos a identificar a nossa fragilidade de caráter, a pusilanimidade, a indolência e a total incapacidade de vencer tais obstáculos e caminharmos rumo às conquistas que potencialmente todos já temos. Aí está escancarada uma porta para a depressão.

Existirão meios de se prevenir que as pessoas cheguem a tais estágios? O que podemos fazer para ajudar? Quais as posturas adequadas para se evitar que o mal apareça, cresça e se desenvolva? Em última instância, como vencer o mal já instalado?

Todas as respostas estão dentro de cada um. Portanto, para adquirir consciência e responsabilidade a busca deve ser antes de tudo interna. Ou seja, nada melhor do que começar a conhecer-se a si mesmo, conforme a máxima da filosofia socrática esclarecida na questão 919 de O Livro dos Espíritos: ao fim do dia passar em revista o que fez e perguntar a si mesmo se não faltou a algum dever, se ninguém teve de si motivo para se queixar.

Entendemos que perante Deus somos todos iguais, todos temos as mesmas potencialidades, mas também sabemos que para conquistarmos sucesso, equilíbrio e bem-estar depende do nosso esforço, da nossa boa vontade e, acima de tudo, da consciência de que a vida sem responsabilidades se torna nula, vazia, sem nexo.

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