Toda nossa vida numa existência pode ser determinada a partir das relações de uma pequena comunidade que exige regras do bem viver social. E nenhuma das regras é mais importante da que fazer aos outros o que desejamos para nós.
Esquecemos que é no convívio familiar que somos preparados para nossas relações sociais. Muitos pais esquecem de suas responsabilidades de orientadores de espíritos encarnantes, no bom aproveitamento da nova oportunidade da reencarnação.
Desafetos e desavenças não existem para serem aflorados no seio familiar. São para serem trabalhados responsavelmente.
Pais que deixam aflorar a raiva para com o filho tornam esse espírito ou revoltado ou cheio de conflitos, que mais tarde descarregam em algum outro período da existência.
Pais que conhecem seus filhos e reconhecem neles atitudes que não condizem com a boa conduta têm o compromisso de encaminhar esses espíritos à rota da elevação moral.
Pais permissivos demais dão brechas aos filhos que facilmente pendem às viciações.
Por isso acredito que a Doutrina Espírita, como filosofia de vida, está constantemente alertando os pais para a missão, intransferível, de guiar espíritos na senda do trabalho e aprendizado reconstrutor.
Homens e mulheres que têm e vivenciam o conhecimento dos princípios espíritas abraçam a paternidade e maternidade com muito mais convicção e responsabilidade.
Sabem que o espírito que virá a ser seu filho está, na maioria das vezes, ligado a eles muito antes de decidirem pela sua vinda.
Têm a consciência que dizer não ao comportamento rebelde não é negar a expressão própria da infância, mas dizer sim ao esforço de trabalhar a índole de um opressor, por exemplo.
Sabem que dizer sim aos gestos de carinho e afabilidade é dizer não aos sentimentos recalcados.
A família é muito mais que pequena célula da sociedade. É onde inicia a experiência e vivência do homem social.
