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─ Para mim!? ─ perguntei, surpreso, para o funcionário do hotel que colocara uma xícara de café sobre a mesinha em frente à poltrona em que eu estava sentado.

Eu levantava mais cedo e ficava naquele recanto do refeitório lendo ou fazendo algumas anotações enquanto aguardava meus companheiros de quarto para a refeição matinal. Ali era abrigado do frio que costuma castigar mais as “carcaças” acostumadas com o calor do nordeste brasileiro.

O rapaz respondeu cortesmente, como se fosse sua obrigação me servir um café que eu não havia pedido.

Agradeci em “portunhol”, sinceramente contente pela gentileza e porque certamente um cafezinho quente cairia muito bem naquele momento.

Mas este não foi um fato isolado e eu já não me surpreendia mais quando era recebido com um alegre “Hola!” pela atendente do “bufef” ou pela caixa do mercado ou pelo funcionário do hotel que fazia a refeição na sala do computador, onde periodicamente eu entrava para navegar na Internet.

Não foram, portanto, apenas os recepcionistas e organizadores do congresso que nos receberam com afabilidade e doçura. Os habitantes da bela Rafaela fizeram jus ao ambiente espírita em que vivem e à simpatia da cidade. Poucas vezes presenciei espaços tão aprazíveis e população tão solícita.

Uma cidade como Rafaela é um lugar em que eu e Geci (minha esposa) gostaríamos de fixar residência, apesar da nossa sabida rejeição ao frio.

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